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Hábitos da pandemia também podem evitar contaminação por doenças comuns na primavera (27/09/2020)

  • Além de vacinas, uso de máscara, distanciamento e higienização podem impedir contaminações

    Larissa Teixeira

    SÃO PAULO

    Nem tudo são flores durante a primavera. De setembro a dezembro, esta época do ano é conhecida por ser mais quente do que o inverno. O clima e o hábito da população propiciam que algumas doenças circulem com mais frequência. A vacinação e os cuidados com a higiene são essenciais para evitar contaminações.

    Segundo Érico Oliveira, clínico geral do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, as doenças comuns na primavera dependem da característica desta estação naquele território. Assim, em locais com as estações mais “marcadas”, a primavera é um período de dias mais ensolarados. Com isso, há a volta às aulas após o recesso em anos sem pandemia e as pessoas costumam sair de casa frequentemente, como pode ser visto em algumas praias.

    Oliveira explica que este cenário possibilita que as doenças associadas a contato sejam mais comuns. “Nas crianças, há doenças infecciosas como rubéola, roséola e catapora”, lista.

    “Essas doenças virais são mais frequentes na faixa etária pediátrica”, explica Hamilton Robledo, pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, que complementa com a incidência de caxumba e a bacteriana escarlatina. Elas são transmitidas pelas secreções respiratórias contaminadas. Com exceção da escarlatina e da roséola, o médico afirma que o principal meio para se prevenir de doenças infectocontagiosas é manter a vacinação em dia.

    “Em 2020, a gente continua tendo que se preocupar com o coronavírus”, afirma Oliveira. Principalmente por ser um período em que o “clima está esquentando, os bares estão mais cheios e as praias lotadas”, comenta.


    Segundo os médicos, os cuidados voltados para o coronavírus se aplicam a todos os outros vírus com transmissão respiratória, que ocorre por gotículas de saliva, por exemplo. Assim, o uso de máscara e o distanciamento podem ajudar a reduzir a quantidade de infecções.

    Para o pediatra, outros cuidados que foram intensificados com a pandemia também devem permanecer, como trocar a roupa ao chegar em casa e não entrar com sapato. “No consultório, ouço os pacientes falarem que se habituaram a isso e não vão parar”, comenta. Além disso, ele reforça que todos os cuidados de higiene são fundamentais para evitar a Covid-19 nesta pandemia. “Não podemos relaxar”, finaliza.

    Impacto do tempo seco ou chuvoso
    A estação florida também pode afetar quem sofre de alguma alergia. Hamilton Robledo explica que neste período, o pólen das flores se propaga com mais facilidade. Assim, quem é alérgico a ele pode sentir estes efeitos.

    Caso semelhante acontece em regiões com o clima seco, em que o pó e a poluição, são as causas das alergias. Segundo o médico, rinite, conjuntivite alérgica e asma costumam aparecer muito durante este período.
    Para amenizar a situação, o pediatra recomenda frequentar ambientes arejados, evitar contato com carpete, cortinas espessas e tapetes, não dormir com animais de estimação no mesmo quarto e limpar a casa com pano úmido.

    “Ao usar mais máscara, a tendência é que previna um pouco da alergia indiretamente”, relaciona o médico Érico Oliveira. Já que a proteção funcionaria como uma espécie de barreira entre o causador da alergia e o corpo humano.

    Já em relação às pessoas que vivem onde a primavera é um período chuvoso, Robledo explica que é preciso estar atento a duas doenças. Uma é a leptospirose, transmitida por meio da água contaminada. A outra é a dengue, transmitida pelo mosquito que precisa de água parada para se reproduzir. (LT)

    Doenças mais comuns na primavera
    Particularidades da primavera

    Pouca chuva
    Tempo seco/Baixa umidade
    Partículas de ácaro, poeira e pólen ficam mais em suspensão no ar
    Vírus também ficam mais tempo suspensos no ar
    Quem são os mais acometidos?

    Idosos
    Crianças
    Pessoas com rinite ou asma
    Principais doenças

    BACTERIANA

    Escarlatina

    Transmitida por secreções respiratórias
    Sintomas: febre alta, dor de garganta e lesões na pele
    DOENÇAS VIRAIS

    Roséola

    Causada pelo herpes vírus humano tipo 6
    Sintomas: febre e lesão na pele
    Catapora

    Doença infecto-contagiosa, mais frequente em crianças
    Sintomas: mal estar, lesão na pele e coceira
    Rubéola

    Doença infecto-contagiosa causada pelo Rubivirus
    Sintomas: febre baixa e lesão avermelhada na pele
    Caxumba

    Doença infecto-contagiosa causada pelo vírus Paramyxoviridae
    Sintomas: aumento na região do pescoço e febre
    ALERGIAS

    Rinites alérgica

    O que é: Reação do sistema imunológico a um corpo estranho como pólen ou poeira
    Principais sintomas: Congestão nasal, espirros e coceira no nariz
    Conjuntivite alérgica

    O que é: inflamação da membrana que recobre o olho causada por alergia a pólen
    Principais sintomas: coceira, olhos vermelhos e lacrimejantes
    Asma

    O que é: doença pulmonar que pode ser gerada ou agravada por exposições a alergias
    Principais sintomas: dificuldade para respirar, tosse seca e chiado no peito
    Como se prevenir

    Mantenha a vacinação em dia
    Mantenha ambientes ventilados
    Uso de máscara adotados por causa do coronavírus também ajudam na prevenção
    Coloque capas em colchões e travesseiros
    Evite cigarro
    Lavar as mãos com frequência
    Evitar objetos que favoreçam acumulo de poeira, como tapetes, cortinas, almofada, bicho de pelúcia
    Manter ar condicionado higienizado
    Se hidratar
    Umidificar o ar com aparelhos ou bacias com água e toalha úmida nos cômodos
    Pessoas alérgicas devem evitar flores e plantas em casa
    Realizar lavagem nasal frequentemente com soro fisiológico

    Fontes: Érico Oliveira, clínico geral, internista do Centro de Diálise e do serviço de Clínica Médica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Hamilton Robledo, pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo; Ministério da Saúde

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